Olá, amados,

A paz do Senhor a todos vocês,

Eu estava lendo o livro de Joel, e alguns pontos sobre essa profecia me chamaram a atenção. O livro dele entra no grupo dos 12 profetas que são reconhecidos como profetas menores. Não são chamados desse jeito, porque sejam menos importantes que os outros, mas pelo simples fato de seus livros serem menores mesmo. 

O legal de ler esses livros menores é ver o objetivo e a unidade temática deles. Cada um desses livros não são um compilado de vários escritos soltos com temáticas variadas, eles tem seus temas e os pontos de vista muito específico do seu autor. O que é comum é a inspiração divina do mesmo Deus e o destinatário, que é tanto Israel, que é o Reino do Norte, quanto a Judá, que é o Reino do Sul.

Voltemos ao profeta Joel. Estamos diantes de uma profecia ao Reino do Sul. Um alerta de como o povo de Deus deve agir diante de uma crise profunda. O Reino de Judá passaria por uma crise sem precedente, tão forte que deixaria essa que estamos vivendo hoje no chinelo. O primeiro capítulo de Joel é destinado a descrever essa crise,

“O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor. Ébrios, despertai-vos e chorai; uivai, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque está ele tirado da vossa boca”.

Joel 1.4,5

Nessa passagem, o profeta fala sobre uma praga que devastaria as plantações de Judá. Viriam, segundo ele, nuvens de gafanhotos que assolaria tudo. Para essa nuvem de gafanhoto temos duas possíveis interpretações que não excluem, mas se completam, . 1. São de fato pragas de gafanhoto que devastariam completamente as plantações da época. 2. São representações para os povos do norte que viriam a Israel e Judá e assolariam essas terras. 

Na verdade, as duas interpretações ocorreram. Tanto a crise por falta de alimento por conta de pragas, quanto os povos que foram a Israel e os dizimaram. Em 722 a. C os assírios chegaram ao Reino do Norte, e em 606 a. C. os babilônicos foram até Judá. Ambos sofreram, na verdade, as consequências do pecado: a idolatria e o abandono dos ensinamentos de Deus.

Vemos que a crise que viveu o povo de Deus foi tanto alimentar, quanto espiritual, porque a palavra fala assim: “Acaso, não está destruído o mantimento diante dos vossos olhos? E, da casa do nosso Deus, a alegria e o regozijo?” (Joel 1.16) Os profetas de Deus nos dois reinos esqueceram a palavra, abandonaram as boas práticas do Senhor, e como consequência, o povo todo deixou de adorar o  nosso único Senhor e Salvador. Mas esse não foi o fim, porque Deus ama o seu povo e se ele se arrepender, Deus certamente o perdoará, veja, 

“Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. Quem sabe se não se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação para o Senhor, vosso Deus?”. 

Joel 2.12-14

Que lição podemos tomar para nós? A lição de que Deus nos perdoará se nos arrependermos de todo o coração. Os Reinos foram perdoados e Jesus desceu para salvá-los, infelizmente, eles rejeitaram Jesus, então recebemos nós hoje em dia a salvação. E não podemos negar a Cristo como eles fizeram no passado. Temos a chance hoje de o buscarmos, com o coração quebrantado e contrito. Glória a Deus. Amém? 😇🙏