Nós estamos vivendo o ano de 2020. Já se passou a metade do ano e parece que até agora nem começou. Porque a pandemia já iniciou desde o princípio, parou a escola, parou nosso trabalho e até a racionalidade de nossas atitudes já cessou.

Vemos que a politização da pandemia é algo que colocou em evidência o que vem se arrastando há alguns anos no Brasil e no mundo. Antes de 2014, parece-me que vivíamos em mundo de “faz de conta“. Aceitávamos qualquer mentira contada na imprensa e na escola.

Esses eram nossos únicos meios de conhecer os fatos que estavam acontecendo em nossa volta: imprensa e escola. E mal sabíamos que há muito tempo elas tinham se vendido para a elite política brasileira. Isso mesmo. Temos uma elite em Brasília que usufrui de todos os tipos de mordomias desviados do nosso imposto.

Só fomos nos dar conta disso com a quebra de monopólio dos meios de comunicação em massa. Hoje, qualquer um de nós, podemos nos tornar um meio de comunicação. Basta gravarmos vídeos dando nossa opinião, escrever postagens em blogs, em suma, expressar nossas opiniões em redes sociais. Apresentando argumentos e posicionamentos sobre o mundo.

Isso deixou, obviamente, os ex-donos do poder furiosos. Então, eles disputam o poder de fala conosco. Virou um pé de guerra. Daí, surge a polarização da opinião. Não veio apenas de um lado, mas vem dos dois lados. Os progressistas que dominavam todo o antigo aparato de poder estatal, em um império da comunicação, agora tem que dividir espaço com os conservadores, os novos agentes de poder.

Não tínhamos um discurso conservador antes, porque não sabíamos quão poderosos podem ser os discursos. Hoje temos essa noção, e não nos calaremos. A polarização é algo positivo. Temos que nos acostumar a disputar a ideia, disputar a narrativa. Disputar o poder. Ocupar espaços, como diz o nosso querido Olavo de Carvalho

Esse é o mundo de hoje. Podem tirar tudo de nós menos duas coisas: a fé e a liberdade.

Deus abençoe a todos e até a próxima.