Olá, amigos,

Eu ia escrever hoje um texto com o título: Porque odeiam tanto o conservadorismo, mas depois de ler uma nota das Forças Armadas em reposta a uma fala polêmica do ministro do STF, Gilmar Mendes contra os militares, eu não pude resistir. Esse será o tema de hoje. Mais a polêmica dos “digníssimos” ministros do supremo (ATENÇÃO: ironia detectada) kkkkkk.

O Brasil é um país que começou tarde. Antes eram os índios que andarilhavam e viviam como nômades nessas terras. Em seguida, em 1500, chegaram os portugueses, que, ao invés de destruírem essa sociedade indígena, preferiram conviver. Trouxeram os negros vindos da África como escravos, e em 1888 declarou-se o fim da escravidão e em 1889 é o fim do império.

Começa a República, e nesse momento, as Forças Armadas são cruciais para a implementação da República. Foram elas que, através de um golpe de Estado, derrubaram a monarquia. O Estado e as Forças Armadas, aqui no Brasil, sempre tiveram um namoro. Ora brigavam, ora faziam as pazes. Rs.

A Instituição Forças Armadas cresceu e em 1964, depois de um clamor popular, e do Congresso Nacional, sob o risco de um golpe revolucionário, os militares fizeram a maior intervenção da História do Brasil. De 1964 a 1985, o Regime Milira conseguiu evitar um golpe revolucionário, porém, por alguns fatores, a esquerda também cresceu nesse período. Principalmente, nas universidades, nos sindicatos, nas redações jornalísticas e na cultura.

Uma transformação pelo qual o movimento de esquerda passou foi mudar a forma da tomada de poder. Eles deixaram a revolução armada de lado, para buscar uma revolução cultural. A esquerda entendeu, influenciada por pensamento de Gramsci, principalmente, e da Teoria Crítica na Alemanha, que a classe revolucionária não deveria mais ser a classe proletária, mas a classe intelectual.

A esquerda começou a agir criando a Constituição Federal para controlar os militares, para que não possam mais agir, e para o comunismo ganhar espaço nos lugares de poder. Um lugar de poder estratégico que eles reforçaram é o STF, Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a Constituição Federal, os ministros do Supremo devem ser escolhidos pelo Presidente da República. E assim, conforme a esquerda era eleita para os cargos do Poder Executivo e Legislativo, os ministros foram escolhidos pela esquerda. Foram eleitos Collor, FHC, Lula, Dilma e agora o Bolsonaro.

O ministro que se envolveu com a atual polêmica (porque são muitas) é o ministro Gilmar Mendes, escolhido pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Hoje, temos pela primeira vez na história do Brasil um presidente conservador. E sabemos que o conservadorismo é visto como inimigo dos poderosos. O presidente eleito Jair Messias Bolsonaro fez suas escolhas para ocupar o cargo de Ministros e muitas dessas escolhas envolveram militares da reserva, que de acordo com a Constituição estão aptos a ocuparem cargos, desde que estejam na reserva e não na ativa.

Com essa ocupação dos cargos por generais da reserva, o ministro do STF, Gilmar Mendes, fez um discurso em uma live do YouTube criticando os militares que ocupam os cargos do atual governo dizendo: “É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável”.

Com essa afirmação, o ministro está afrontando a capacidade das Forças Armadas de agir no poder, depois dessa fala, o ministério da defesa deu uma resposta à altura:

NOTA DO MINISTÉRIO DA DEFESA

Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a democracia.

Genocídio é definido por lei como “a intenção de destruir, no todo ou em parte, grupo nacional, étnico, racial ou religioso” (Lei no 2.889/1956). Trata-se de um crime gravíssimo, tanto no âmbito nacional, como na justiça internacional, o que, naturalmente, é de pleno conhecimento de um jurista.

Na atual pandemia, as Forças Armadas, incluindo a Marinha, o Exército e a Força Aérea, estão completamente empenhadas justamente em preservar vidas.

Informamos que o Ministro da Defesa encaminhará representação ao Procurador-Geral da República (PGR) para a adoção das medidas cabíveis”.

É claro que ao analisarmos todo o contexto em que estamos vivendo podemos entender que o STF está buscando um protagonismo na atual conjuntura e buscando derrubar um governo eleito democratimente nas urnas. Se a esquerda que escolheu um por um os ministros do supremo quer voltar ao poder, que eleja seus representantes.

O povo não aceitará qualquer interferência de outros poderes no poder Executivo que nós elegemos pela primeira vez por nossas próprias convicções. Apoiamos o governo de Jair Messias Bolsonaro e as Forças Armadas.